No dia a dia uma fera, aparentemente indomável. A conheci e fui conhecendo, cada diálogo uma descoberta diferente e assim sucessivamente... Nada mais que o necessario, parecia. O tempo se responsabiliza por nos colocar em alguns lugares improváveis, outras vezes a gente que tem que se guiar a lugares que nunca imaginamos que iríamos, e assim aconteceu e nos jogamos no desconhecido. No dia a dia, uma fera aparentemente indomável, nesse dia uma menina amável. Com frio deitou-se -esse lugar é muito frio- falou. Eu não fiz questão é deitei ao seu lado, sentido o cheiro do seu pescoço e seu coração acelerado. Disparo ao seu ouvido -e então, vamos sair agora?- e ela responde quase que sussurrando -agora eu só quero que você tire minha roupa-
Uma menina mulher que se transforma quando quer, a noite começou ali.
No banho a vejo colocar o sabonete sobre a mão e em seguida espalhar no meu peito, enquanto isso seu olhar não fixa em um só lugar, ele segue sua mão como se a visão sentisse o que o tato sentia naquele momento. Ao sair do quarto seguimos em direção o que pode se chamar de ponto zero da vida. No caminha ela fala -Me lava nas luzinhas que passamos a tarde- não hesito e sigo, sigo em direção a luzes enquanto ela repousa sua cabeça no vidro da porta do carro e observar admirada aquele lugar estranhamente mágico.
No que se pode chamar se zero da vida, ela percebeu o risco que era estarmos ali, o quanto poderia nos envolver em algo teoricamente proibido, então ai a noite deixa de ser uma criança e passa a ser um senhora idosa cheia de conhecimentos, que nos proíbe sempre das aventuras legais que poderíamos viver.
E agora posso dizer, que o marco zero da vida não apaga as memorias vívidas, mas crias novas que por mais que se deseje, talvez não se repitam.
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