16/01/2020

Décadas a trás

O ano era 1988, mas precisamente 29/09/1988, mais ou menos as 21h.
Ele chega em sua temida casa, ela o esperava no sofá, não entendeu o que acontecera, afinal ali não era a casa dela. Vestia um vestido cinza, descalça... foi até ela, que o recepcionou com um leve beijo. Esse beijo falou através do seu gosto que a noite seria ótima. Tomou seu banho enquanto ela assistia. Ele sabia como ela entrou em sua casa, mas não imaginava o pôr que de ter entrado e ficado até o momento que ficou, penso que aquela oportunidade não era real, apesar de ter sonhado muitas vezes com ela. 
Saiu do seu banho e foi até a sala, parecia ter chegado em casa mais uma vez, e como na primeira foi recepcionado com um leve beijo que confirmou o que o primeiro tinha falado - a noite será ótima -.
Foi ao quarto, vestiu a primeira roupa que viu, confortavelmente sentou ao seu lado naquele sofá rústico dos anos 80, mas era muito confortável.
A noite começa nesse momento, porém acaba no momento em que ela vai embora, por volta das 00:00. Ele não queria que ela fosse, mas não pode convencer que ficasse.
Mas antes que fosse não podia deixar de sentir o seu cheiro, o seu gosto, não poderia deixar que fosse embora sem que ela sentisse da noite o que ele sentiu em um beijo. Revezaram os carinhos assim como o colo um do outro até o momento que o colo virou objetivo. Objetivo cumprido. Em uma noite como aquela, se a boca não falasse nada, ainda assim as almas se comunicariam, foram além daquilo que o beijo pode alertar, foram além do que seria suficiente... Foram além do controle, mas não foram além do que ambos queriam. então ai a noite deixa de ser uma criança e passa a ser um senhora idosa cheia de conhecimentos, que nos proíbe sempre das aventuras legais que poderíamos viver.

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